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Identidade poética do universo feminino na cultura estética tocantina em Marabá


* Adaptado do texto original em espanhol “Identidad poética del universo femenino en la cultura estética Tocantina en Marabá” (2017).

A produção artística feminina na cultura estética tocantina acata aspectos referentes a individualidade de cada ser, se remete a sensibilidade que se doma a partir de juízo de gosto das mulheres que fazem arte no território da Amazônia marabaense. Tudo indica que exite na dinâmica sociocultural um conjunto de fatores sensíveis, mediante ao sistema de arte que se incorpora na identidade poética dessas artistas: o lugar, o ambiente de trabalho na criação artística e as condições materiais que o experimento é capaz de lhes proporcionar.

No que se refere à experiência artística, se observa que esta se insere em um problema característico de localidade e do meio ambiente onde as mulheres artistas habitam. São fatores que influem na percepção do lugar, que envolve uma atmosfera visual e interagem com as vidas das mulheres que habitam a cidade sob o signo da tocantinidade imanente. Implica, de outro modo, a presença e a marca de um ethos amazônico da feminilidade, visível nos modos de produção cultural, existente nos modos de produção cultural, existente em um tempo que não se subordina ao tempo que se instala nas sociedades amazônicas por interesse do capital.

A relação mulher/natureza se coloca em um valor estético e histórico, cujas regras são vislumbradas com a experiência sensível, alcançadas pelas proximidades da mulher amazônida em função da natureza; capaz de promover a interface das ações com pessoas nativas e com outras em constante trânsito na região amazônica. Em virtude disso, a dimensão poética serve para definir uma estética tocantina nos seguintes termos: a arte busca no humano aquilo que perdeu na natureza, pois o que restou nela é livre criação humana.

A cultura estética tocantina traduz de forma atualizada o papel da mulher estetizada pelo discurso da localidade, antropofágica e histórica. Por outro lado, é da ordem do território da produção poética da minoria, fronteira intersubjetiva que marginaliza a experiência do fazer, resultante das diferenças culturais cotidianas. Não é difícil entendê-lo, já que em diferentes situações se pode encontrar a expressão criativa da mulher tocantina, tensionada com ou valores de uma estetização da massa, mediante uma simultaneidade de interações com base nos fenômenos da cultura e comunicação de massa.

A produção poética dessas mulheres artistas representa não a contemplação, senão a afirmação constitutiva de um lugar outro, que sugere o objetivo da criação estética ambivalente. Não causa impressões, senão choque repentino de significação, ou interrompe a lógica formal e reescreve uma racionalidade estética com base nas contestações, conhecimento do mundo cotidiano, oposições as formas de sentido e estratégias para a construção de identificação. Tais designações das diferenças estéticas culturais se comprometem na resistência de um pertencimento continuo a uma tradução cultural fechada e completa.

Alexandre Silva dos Santos Filho é Doutor em Educação pela Universidade Federal de Goiás e Docente Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – UNIFESSPA. Como artista é conhecido por Alixa e participa de exposições de arte desde 1979, na cidade de Belém onde inciou sua produção.


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