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  • Natacha Barros

O desenho contemporâneo na arte


Ao Desenho,

Com amor

Como flechas que fendam o ar as ideias surgem, e delas acompanhadas, a ansiedade do registro, pois as imagens fogem com a mesma velocidade que nos atravessam e se tornam lembranças mais rápido do que gostaríamos. O universo das imagens está completamente sujeito ao meio para existirem, e assim, se inicia a história do desenho.

Pré-histórico, mágico, religioso. Como rascunho ou expressão. Como fundamento do projeto no design e na arquitetura, na atividade do quadrinista, do tatuador, no cinema e na comunicação publicitária. O desenho como manifestação da criatividade.

Na produção contemporânea, ao desenho é permitido ser ele mesmo em sua essência plástica, assim como nas abstrações de Keila Sobral e Théo Lima, ambos paraenses, que apresentam no traço uma poética da forma; mas, também lhe é permitido ir além, e numa estética de ocupação, o projeto de intervenção urbana de Renata Lucas (SP), numa cidade fragmentada é intrincado ao museu o horizonte de leitura.

O conjunto de obras que apresentamos nesta exposição busca evocar a diversidade expressiva de cada artista ao cruzar a linguagem do desenho. Entre traços e pontos há a profusa relação entre corpos e cidades, objetos crus e imaginários, palavras, linhas tão rígidas quanto concreto, nos jardins suspensos de Wilson (SP), mas também tão leves aponto de se perderem da gravidade e exercerem o onírico, nos nanquins de Erinaldo Cirino (PA).

Longe de querer cercar toda sua complexidade como linguagem, esta mostra é uma ode ao desenho, e todos àqueles que muito e muito cedo se apaixonaram pelo uso do papel e lápis para desinventar o olhar.

PARTICIPAÇÃO

WILSON

Doutor em Artes Visuais pela Unicamp e Mestre em Artes pela Unesp. Professor da Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo. É professor no curso de artes visuais da UNIFESSPA, tem experiência na área de Artes Visuais e Publicidade, com ênfase em Gravura, Artes gráficas e Anatomia Humana atuando principalmente nos segmentos de: desenho, gravura em metal, produção gráfica, pintura e modelagem. Recebeu o “Prêmio Olho Latino” na 5ª Bienal Nacional de Gravura – Museu Olho Latino, Atibaia, SP, em 2011.

THÉO LIMA

Nascido em dezembro de 1981, Théo Lima é paraense natural de Ilhas das Onças. Na infância viveu a cultura da argila de forte tendência Marajoara cultiva pelos ceramistas do Paracurí, bairro localizado no distrito de Icoaraci, Belém. No entanto, seu apreço pela iconografia etnográfica foi ser representada em cuias de cabaceira, posteriormente para telas, e atualmente murais.

ERINALDO CIRINO

Artista Visual, graduado em Educação – Artes plásticas pela Universidade Federal do Pará. Natural do Maranhão. Desenvolve trabalhos utilizando principalmente a linguagem do desenho como Arte Contemporânea, mas com uma produção que abrange a linguagem da pintura, objeto, instalação, bordado e pequenas esculturas. Desde 2017 tem participado de coletivas, Salões de Arte e exposições individuais. Atualmente trabalha como Analista Cultural no Centro Cultural Brasil estados Unidos – CCBEU.

MESTRE NATO

Nascido e criado no bairro do Guamá em Belém, Raimundo Nonato (1952 – 2014) foi um artista autodidata, costureiro, modelista, cenógrafo e místico. Sua primeira exposição Monotipias (1990) mostra uma preocupação com o ambiente natural amazônico em tom crítico. Após várias experimentações pela pintura e desenho, acreditou na potencialidade do tecido e da tridimensionalidade. Sua principal obra concentra cerca de 15 estandartes no qual conta história de personagens sincretizados pelas manifestações religiosas do condomblé e do catolicismo. Ficou conhecido por criar belos figurinos para o teatro, e por ter uma parte de sua produção em artes visuais voltada para o erotismo.

KEYLA SOBRAL

Paraense, artista Visual, editora e fundadora da revista eletrônica Não-Lugar (www.naolugar.com.br). Seu percurso começa no início dos anos 2000 e de lá para cá vem participando ativamente da vida cultural da cidade, em mostras coletivas e individuais, assim como em eventos fora de Belém. Participou e foi premiada por cinco vezes no Salão Arte Pará. Realizou duas mostras individuais: Mínimo. Múltiplo. Incomum. (2010, Museu da Universidade Federal do Pará). Lá Fora É Bem Melhor Do Que Aqui Dentro (2011, Casa das 11 Janelas, PA). E realizou o projeto Memories, em 2006, em Wiesbaden, Alemanha, pela Bolsa para o exterior de Pesquisa, Criação e Experimentação do IAP.

GENISON OLIVEIRA

Nascido em 1977, em Governador Archer, no Maranhão, iniciou suas atividades artísticas em vivências no Galpão de Arte de Marabá - GAM. Frequentou o antigo IAP (Instituto de Arte do Pará, hoje Casa das Artes, da Fundação Cultural do Pará) onde participou de cursos e workshops sobre artes plásticas. Na sua formação realizou trabalhos em parcerias com artistas como Rui Mário "Ruma”, com Filipe Taborda em Grafismo Caboclo, Escultura em barro com Claúdia Sc e em xilogravuras com Armando Sobral.

Tem participado, desde 1999, de exposições individuais e coletivas pelo Brasil. Vive atualmente em Portugal, onde mantêm pesquisas na pintura, no desenho, escultura e objeto.

CARLA BELTRÃO

Carioca radicada em Belém há mais de trinta anos, Carla Beltrão possui uma produção artística intensa e diversificada. Realizou sua primeira exposição individual em 2015, no Mabe, após um período de mais de vinte anos de dedicação às artes visuais.

A partir do uso de pirógrafos – instrumentos originalmente utilizados para gravar em madeira através da queima – a artista processa texturizações e junções de várias camadas de tecidos, criando desenhos, verdadeiros bordados gráficos.

LIV MALCHER

Com formação em Design, Livando acumula experiências na área criativa desde 2004, circulando por empreendimentos de Belém e São Paulo. Em 2015 expôs pela primeira vez seus trabalhos pessoais na ocupação do Solar das Artes, em Belém. A partir daí, participou de exposições coletivas em galerias e outros espaços em Belém (PA), Bragança (PA), Recife (PE), Olinda (PE) e Teresina (PI). Em 2016 foi premiado no edital Seiva, da Fundação Cultural do Pará, onde realizou sua primeira exposição individual, a Cria, na Galeria Theodoro Braga, em Belém (PA). Atualmente é responsável pela Ingá, um estúdio criativo consciente que atua nos campos do design, da arte, arte-formação e possui uma loja virtual onde comercializa seus produtos.

RENATA LUCAS

Nasceu em Ribeirão Preto em 1971, e vive e trabalha no Rio de Janeiro. A artista realiza trabalhos que lidam com a noção de espaço em todos os seus aspectos: físico, social, geográfico, arquitetônico. Suas ações visam discuir as estruturas institucionais e interferer no tipo de sociabilidade que os espaços que as cercam induzem.


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